Associação Comercial e Industrial
de Leiria, Batalha e Porto de Mós

Planeamento financeiro e hábitos de poupança da população portuguesa

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Como consequência da crise financeira com que nos debatemos, a palavra de ordem é Poupança. Este novo paradigma, vai obrigar muitos portugueses a mudar os seus comportamentos e atitudes face ao dinheiro.

O Banco de Portugal publicou muito recentemente o “Relatório do inquérito à Literacia da População Portuguesa de 2010”. Este documento permite-nos saber como gerimos os nossos rendimentos e as razões que nos levam a poupar.(vide a versão completa em www.clientebancario.bportugal.pt ou em www.bportugal.pt)

O inquérito teve por base uma amostra de 2.000 indivíduos, estratificada por género, idade, localização geográfica, situação laboral e nível de escolaridade.

Identificou os comportamentos financeiros dos portugueses relativos ao controlo das contas bancárias, aos critérios na escolha de empréstimos ou de aplicações de poupança, a importância atribuída ao planeamento do orçamento familiar e também às motivações para a poupança ou para o recurso ao crédito. O inquérito permitiu ainda aferir os nossos conhecimentos e grau de compreensão de conceitos financeiros.

Os resultados mostram que a generalidade dos portugueses se preocupam com a gestão e o controlo regular dos saldos e movimentos das suas contas bancárias. 54% controla a conta bancária mais do que uma vez por semana, e destes 7% fazem-no diariamente.

A maioria da nossa população dá importância à gestão do orçamento familiar. 89%considera “importante” ou “muito importante” planear o orçamento familiar e, destes, 82% fazem-no pelo menos uma vez por mês.

Quanto à poupança, 52% dos inquiridos afirmam ter esse hábito. Destes, apenas 56% poupam regularmente. No entanto, apenas cerca de um quinto da população consegue poupar de facto, normalmente em aplicações e contas a prazo ou noutras aplicações financeiras a médio ou longo prazo.

Dos 48% dos entrevistados que não poupam, a grande maioria (88%) aponta como razão, o facto do nível de rendimento não o permitir, e 7% não consideram poupar uma prioridade.

A eventualidade de ocorrerem despesas imprevistas é a principal razão para poupar (58%). Entre eles, 15% têm como principal motivação, cobrir despesas não regulares. (e.g. férias), 8% adquirir bens duradouros, 8 % a educação dos filhos e 6% para a reforma.

por Alberto Soares - Revisor oficial de contas

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